Singeleza-passo-a-passo


"Maria do Carmo Nunes da Silva ou Dona Marinita, conforme era chamada, faleceu no ano passado com 82 anos, ainda em total lucidez, e era filha de Filomena Nunes da Silva, (a Dona Filó) com quem aprendeu bordar o ponto Singeleza e o faz, manuseando com naturalidade um pedaço de talo de coqueiro. Dona Marinita era a única pessoa que sabia a técnica de confecção de um dos mais belos bordados: o Bico Singeleza, que com a sua morte corria o risco de cair no esquecimento. Mas graças a um projeto desenvolvido por duas arquitetas Josemary Ferrare e Adriana Guimarães, aprovado pelo Programa Cultural Banco do Nordeste, isso não acontecerá, pois as duas tiveram a iniciativa de iniciar o processo de inscrição deste modo de 'saber fazer' do bordado, no Livro de Tombo de Patrimônio Imaterial junto ao IPHAN. Contudo, reconhecendo que esta iniciativa apenas fixaria o conhecimento e a técnica utilizada em termos documentais, as arquitetas organizaram um curso com duração de 3 meses com 4 horas semanais de aula ministrada pela Dona Marinita, - a bordadeira que ainda o confecciona, apenas "pela vontade de fazer para não esquecer de vez" sendo esta auxiliada por uma monitora que a ajudaria a transmitir este legado a meninas a partir de 9 anos de idade sem limite para a faixa superior. O curso prevê ainda pequenos módulos informativos sobre os temas Memória e Identidade Coletiva, visando reforçar a compreensão da importância da manutenção de saberes peculiares entre os grupos sociais. Com o falecimento de Dona Marinita o curso continuou ministrado pela monitora.

Para nos falar sobre a importância de preservação e difusão deste patrimônio de Alagoas, entrevistamos Adriana Guimarães, Arquiteta especializada em Patrimônio e Coordenadora do Pró-Memória (SECULT), uma das responsáveis por este projeto."
Fonte: http://www.tudoalagoas.com.br/cultura034.htm (Lá você encontrará mais informações)

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